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Baixamos rios de música, diz Nação Zumbi
Guilherme Pavarin, de INFO Online Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 - 18h31Daniel Bernardinelli |
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Alexandre Dengue, o baixista do Nação Zumbi: músico diz que baixa músicas na internet, mas também acredita no poder do vinil |
SÃO PAULO – Sexta à noite, em São Paulo, a banda recifense Nação Zumbi lotava o Citibank Hall para comemorar os quinze anos de seu disco de estréia, “Da Lama ao Caos”.
Entre convidados e fãs, o grupo relembrava alguns clássicos que marcaram o cenário musical brasileiro da década de 90 - quando a internet era discada na maioria das casas e o Napster nem bem existia.
Tudo era festividade no show até que um dos músicos, irreconhecível na agitação do palco lotado, puxou o microfone e o juntou à boca: “tem o virtual, mas precisa do real e o real está aqui!”.
A frase era uma resposta aos versos que tinham acabado de ser cantados em “Computadores Fazem Arte”, imortalizada na voz de Chico Science, o ex-líder da banda que falecera em 1997, num acidente de carro.
Mais que isso, era um manifesto provocativo ao mundo da internet e da MP3. Diante das duas mil pessoas, outros integrantes, ainda no palco, aderindo à causa, questionaram a dependência do homem em relação à máquina.
Só depois de aplausos, o show, enfim, prosseguiu. Mas um ponto de interrogação tomou conta das cabeças dos fãs: “deveriam todos ali se sentir culpados por terem baixado discos deles?”.
Para responder este dilema do mundo atual, o baixista e um dos fundadores da banda, Alexandre Dengue, ou Nino Brocóli, o ‘mais conectado’ de toda a Nação Zumbi, concordou em conceder uma entrevista para INFO Online.
INFO: Alguns integrantes, no último show em São Paulo, fizeram um breve discurso contra, digamos, a banalização de baixar música pela internet. O que aconteceu?
DENGUE: Foi dito com um pouco de emoção. Não necessariamente reflete o que a gente acha. A gente baixa rios de música. Não nos sentimos prejudicados pela internet, por baixarem nossa música. Isso nunca nos afetou, nem nos nossos projetos paralelos. Mas estabelecemos uma linha divisória. Não pode só baixar. É ideal que você compre também. Como eu disse, baixamos rios de música, mas a gente compra muita coisa. A gente baixa, ouve e, quando pode, compra. Na verdade, a relação de baixar não tem muito a ver com “tudo que a gente baixa a gente compra”.
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Discordo quando ele diz que o pessoal baixa menos música que antes, ao contrário, qualquer um baixa mpusica hoje em dia.
Só aqui na lan eu baixo umas 500 músicas por dia, e continuarei baixando, tanto música como qualquer outro tipo de arquivo.
enviado por: Taylan em 25/09/2009 - 01:11 -
Ok, ok, eu entendi. Na maioria das casas que tinha algum tipo de conexão. Mas fikdik.
enviado por: Victor Cavalcanti Rodrigues em 25/09/2009 - 00:05 -
"... década de 90 - quando a internet era discada na maioria das casas e o Napster nem bem existia."
Maioria das casas? Internet era Internerd nessa época ehehe, quase ninguém sabia o que era, quanto mais ter.
enviado por: Victor Cavalcanti Rodrigues em 25/09/2009 - 00:04 -
Cara, ele falou pouco mas falou tudo, nunca ouvi uma musica deles, mas vou baixar agora mesmo e se for bom, por que não prestigiar o cara, indo a um show, pagando ingresso e aplaudindo, afinal o q interessa ao artista é isso mesmo, alem do dinheiro, o reconhecimento dos fãs.
enviado por: Luiz Roberto Fabri em 24/09/2009 - 17:35 -
Ele tem razão. Brasileiro não gosta de pagar. A gente já paga demais! Por cada porcaria que agente compra a gente paga pelo menos duas vezes. Uma vez ao governo e outra vez ao produtor. E sinceramente, isso é que é pirataria!
enviado por: Marcos Antonio da Silva em 24/09/2009 - 16:35 -
Esse cara é bem no chão mesmo. E mostrou que não é com venda de disco que eles ganham dinheiro, é com show. E também mostrou que quanto mais distribuírem, mais eles vão ganhar grana com shows e outros produtos com a marca deles. Vamos parar de dar dinheiro para as gravadoras e vamos dar para quem realmente faz a arte. Gravadora tem que ficar mais pé no chão e ver que o artista não é mercadoria.
enviado por: Marcelo Bonatto em 24/09/2009 - 08:39 -
Gosto muito da Nação Zumbi, possuo seus discos e não os uso, tenho apenas pelo sentimento de posse, como disse gosto da banda, mas acho isso mesquinho... podia ter empregado a grana em diversas outras coisas... continuo comprando diversos discos de bandas que gosto, mas acabo ouvindo efetivamente, no MP3 player do meu celular ou nas workstations do trabalho e pc´s...
Gosto de posturas tipo Renato Russo, que colocavam em pratica a idéia de que o "Artista tem que ir onde o povo esta" fazendo shows, muitos shows, e não se preocupando com a grana que vai para os cofres das gravadoras - da venda dos discos.
Cadê a lei de numeração de discos? onde identificaria os discos realmente vendidos, por que não é aprovada? Aí sim o dinheiro do CD iria para o artista, pois, hoje o que eles recebem é o que as gravadoras 'querem' dar...
Sei que sustento gravadoras por meu capricho, seria um real motivo para comprar mais discos se essa grana chegasse efetivamente para os artistas de minha preferência.
enviado por: Menandro Dias Evangelista Neto em 24/09/2009 - 07:19 -
Não gosto da obra musical da Nação Zumbi, mas concordo com o Alexandre Dengue. A nossa cultura perderá muito com a "cópia a todo custo zero". Se uma obra musical agrada os seus ouvidos, deve-se comprar. É como um celular ou computador. É um produto e deve ser pago. Alguém quer trabalhar de graça? Hoje, artista têm qüase que fazer isso.
enviado por: Fábïö em 23/09/2009 - 20:28
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