Photoshop Lightroom: a interface gráfica incomum desse aplicativo da Adobe é elegante e funcional
Mark Hamburg, que criou o Photoshop Lightroom, agora trabalha na Microsoft.
A tarefa de Hamburg será desenvolver a interface gráfica de versões futuras do Windows. Considerando a trajetória profissional dele, novidades interessantes poderão surgir desse trabalho. Hamburg entrou na Adobe em 1990, o ano que em que o Photoshop 1.0 começou a ser vendido, e trabalhou no desenvolvimento desse aplicativo até 2002. Depois, passou a elaborar o que viria a ser o Photoshop Lightroom, o produto mais arrojado criado pela Adobe nos últimos anos.
Seguindo o caminho inaugurado pelo Aperture, da Apple, o Lightroom trouxe uma nova maneira de trabalhar com fotografias. Gosto bastante desse software. Sua interface incomum coloca ao alcance do mouse uma variedade de controles avançados. É muito bom perceber que, ao criá-lo, Hamburg e seus colegas não ficaram presos à complicada interface gráfica do Photoshop. Em vez disso, partiram para algo radicalmente novo. É esse sopro de renovação que Hamburg poderá levar ao Windows.
O fotógrafo Jeff Schewe conta, em seu blog, como foi a festa de despedida. Segundo ele, Hamburg teria dito: "Eu acho a atual experiência de usar o Windows realmente incômoda, mas tenho de lidar com ele assim mesmo. Esta oportunidade era interessante demais para dizer não". Conhecido por ser criativo e perfeccionista, Hamburg poderá produzir novidades interessantes. Mas há limites para o que ele pode fazer.
Mudar a interface gráfica de um produto existente é muito mais difícil do que criar um novo. Às vezes, para o usuário, o choque de ter de aprender a usar algo diferente é tão grande que é melhor deixar como está. A própria Adobe tem sido cautelosa com a interface do Photoshop. Uma reforma geral seria bem-vinda. Mas os usuários atuais estranhariam muito. Assim, a empresa tem feito mudanças graduais, em doses homeopáticas. E há usuários experientes do Office que ainda apanham da interface da versão 2007, que é bastante diferente das anteriores. Mesmo considerando essas limitações, não é mal imaginar um Windows com a elegância e a praticidade do Lightroom.