Videoconferência: será que Lula assina?
Agora falta pouco para a tecnologia de videoconferência ser usada em interrogatórios judiciais: a assinatura do presidente Lula. O Senado Federal aprovou na quarta-feira o projeto de lei PLS 139/06, que já foi passou pela Câmara dos Deputados. Isso semanas depois que o Supremo Tribunal Federal decidiu pela soltura de um preso que havia sido interrogado pela Justiça de São Paulo via videoconferência. Uma decisão pautada pelo formalismo jurídico, e de acordo com o que reza a Constituição, que veda aos Estados legislar sobre a lei processual. Eu pessoalmente comemoro a decisão do Senado, mas ainda não estouro o espumante. A PLS 139/06 pode ser barrada pelo próprio STF porque trata a videoconferência em interrogatórios como uma regra, e não uma opção para o juiz, e para o interrogado. A informação é da assessoria parlamentar do senador Tasso Jereissati, autor do projeto. Para aumentar a confusão, há uma outra PLS (679/07) sobre o tema no Senado, de autoria de Aloizio Mercadante. A diferença é que ela trata a videoconferência como opcional. Tasso encampou a proposta de Mercadante e a PLS foi aprovada na Câmara em novembro. Também aguarda a sanção presidencial. Agora está tudo nas mãos de Lula, que pode assinar ou vetar a proposta. Ele pode seguir o entendimento da OAB – resistente à proposta – e do STF – que determinou ontem a soltura de outro preso condenado por roubo qualificado e interrogado por videoconferência – e impedir o avanço tecnológico e institucional do Judiciário. Ou então, pode simplesmente dar uma canetada do bem e sancionar o projeto. A conferir.
PS: A OAB diz que a videoconferência “intimida” o detento. Estranho. Os detentos que usam o celular na cadeia para ameaçar e assustar cidadãos, ou comandar rebeliões e assassinatos, não se intimidam com a tecnologia. Bons os tempos em que a OAB andava de mãos dadas com a sociedade civil. Tempos em que os advogados de porta de cadeia no máximo levavam bilhetinhos para os presos, e não eram pegos em flagrante com vários celulares para seus clientes.
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- Max Alberto Gonzales Osorio
- 19/12/2008 - 20:25
O acionista digital
Diretores da AmBev falam a acionistas minoritários. Em breve a presença poderá ser remota (Crédito foto: Lia Lumambo/Abril Images)
Reuniões de acionistas costumam acontecer em salas fechadas, pequenos auditórios ou até em ginásios enormes, como todo ano fazem os acionistas do fundo de investimento de Warren Buffet. E por que não na internet? Já há até uma solução brasileira para o assunto. Um consórcio brasileiro formado pela Comprova.com, FIRB Financial Investor Relations, Serasa e o escritório de advocacia MHM começou a oferecer um serviço para que os portais de companhias de capital aberto façam essas reuniões online, em seus portais corporativos. Na prática, acionistas em outras cidades, representantes de fundos de investimentos, e outros que não possam comparecer em pessoa à reunião, poderão participar à distância. Ou seja, podem votar online em questões decisivas da empresa. Claro, por meio de uma procuração eletrônica garantida por certificado digital. Mais do que acompanhar a reunião por webcast ou videocast, o acionista digital pode consultar pela internet os documentos da assembléia, como os relatórios trimestrais e outros balanços financeiros. Tudo isso é fundamental para democratizar o acesso dos acionistas aos atos da direção da empresa no qual eles puseram seu dinheiro. Ainda mais em tempos de contabilidade criativa ou invenções lucrativas que se revelam desastres de proporções globais, como a crise que vivemos hoje. Seria bom que os governantes adotassem uma solução semelhante na maioria de seus despachos e reuniões. Tudo bem, é um pé assistir à TV Senado ou TV Câmara, mas em certos momentos é fundamental ver na fonte as decisões afetam nossas vidas. No caso das empresas, a coisa funciona analogamente. Tanto que hoje a expressão governança corporativa virou o padrão de como a empresa deve ser transparente com seus donos. Mesmo que eles tenham apenas 1 000 reais em ações da companhia.
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- Max Alberto Gonzales Osorio
- 15/12/2008 - 15:17
Venda de cartucho vale um espumante
Promoção da Americanas.com vale uma garrafa de champagne Navegando em busca de informações sobre impressoras encontrei uma oferta ótima de fim do ano: uma garrafa de espumante Excellence Magnum Chandon Brut de 1,5 litro. Por apenas 599 reais, levo a garrafa e o cartucho de toner para quatro modelos de impressora laser da Oki Data, oferta do site Americanas.com. Se você gosta de chocolate suíço, há uma oferta melhor: o mesmo cartucho com uma caixa de bombons Lindt 215 gramas, pelos mesmos 599 reais. Na própria Americanas.com o espumante custa 169,90 reais, e o chocolate 89,90 reais, mas no Submarino. O Submarino não faz promoções com toner ou tinta, mas oferece frete grátis em todas as compras. Há uma exceção: dois cartuchos de tinta Lexmark por 299,90 reais, com direito a um DVD do filme A Era do Gelo. Volume 1. Sempre me espantei com o preço dos suprimentos para impressoras, fiz reportagens que ilustravam a questão, no Brasil e na América Latina. Nelas, as justificativas da indústria para os altos preços finais dos cartuchos são um mantra: cartucho original incorpora tecnologia avançada e traz garantia de qualidade de impressão, ou que não vai estragar a impressora. Ultimamente, as impressoras têm se tornado mais descartáveis que o próprio cartucho de toner ou de tinta. E uma indústria subsidiária floresceu: a dos recicladores de cartuchos. Os fabricantes de impressoras tentaram proteger a exclusividade nos suprimentos, entraram com processo judicial nos EUA no final da década de 90 e perderam. Mesmo escaldados no poder de marca e – sejamos justos – na melhor qualidade do produto original, os fabricantes não podem fazer nada contra os recicladores e seus preços mais baratos. (Parênteses, não confundir recicladores com os falsificadores, que colocam material de segunda em cartuchos originais e vendem com preço de primeira.) Descontando o champanhe ou o chocolate, o toner custa 420 ou 510 reais. Mesmo descontando a margem da loja, impostos vorazes e o lucro do fabricante, custo a acreditar que a matéria-prima em si, o toner, custe mais de uma centena de reais. Imagino que quem está estourando champanhe e comendo bombom suíço são os fabricantes. PS: Quem quiser aproveitar a oferta do toner espumante, clique aqui.
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- Max Alberto Gonzales Osorio
- 08/12/2008 - 15:20
MySpace entra na luta do vídeo no celular
Tela do novo recurso do MySpace de vídeo no celular A luta para atrair a atenção do internauta tem sido uma mescla da corrida espacial e a do ouro no oeste selvagem. Desta vez é o MySpace que entra de cabeça no território do vídeo no telefone celular. Mesmo que seja ainda a versão beta, era uma notícia esperada e fadada a acontecer. Os últimos lançamentos da rede social já visavam o público cada vez maior de donos de telefones celulares com capacidade de receber vídeos na rede 3G, como a versão do site para o iPhone. O MySpace Mobile já tem 10 milhões de usuários únicos por mês, porém, não transmitia vídeos. Mais que os filmes pessoais, os vídeos musicais explicam parte do sucesso da rede social, plataforma cada vez mais usada preferida pelos músicos para começar a divulgar seus trabalhos novos. O m.myspace.com vai facilitar ao usuário que veja os vídeos que ele publica na página de seu perfil e os seus favoritos entre os milhões disponíveis na rede social. A tecnologia em si também chama a atenção. Lançando mão do discurso “verde” – tática de marketing tão onipresente que virou carne de vaca – o MySpace afirma que vai economizar hardware e energia transmitindo os vídeos para os celulares com o appliance On-Demand Video Transcoding, uma tecnologia fabricada pela RipCode. O truque é o seguinte. Para transmitir para celulares, a fonte do conteúdo precisa ter o mesmo vídeo em todos os formatos, resoluções e codecs suportados pelos diferentes marcas e modelos de telefones, multiplicando o espaço de armazenamento. Então, a opção do MySpace foi enviar o arquivo original e fazer a transcodificação pela página m.myspace.com que funciona no celular do usuário. A codificação do streaming acontece em tempo real e o vídeo só terá qualidade decente em redes móveis 3G. Afinal, quem quer ver e ouvir um vídeo cheio de saltos?
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- Max Alberto Gonzales Osorio
- 03/12/2008 - 11:50
Oi! Lula? Vamos comprar empresas?
Lula: só precisou de uma canetada para criar a BrOi! (Crédito: Agência Brasil)
Foi preciso uma canetada para o monstro ganhar vida. Depois de dois anos de lenga-lenga e muita movimentação de grupos e governistas poderosos, o presidente Lula assinou ontem o decreto que muda o Plano Geral de Outorgas (PGO) e permite que a Oi!/Telemar encampe a Brasil Telecom. Assim, forma-se a gigante BrOi. (Piada feita, não? Tem BrOi na linha!) Nada contra a formação de uma grande operadora de telecomunicações brasileira – há várias na Europa, algumas inclusive nascidas a partir do monopólio estatal, como a BT (British Telecom), Telecom Italia, Deutsche Telekom e Telefônica de España. Foi em reação à última delas e ao também herdeiro de estatal, Carlos Slim, dono da Telmex, que os empresários e políticos que controlam a Telemar, ops, Oi!, resolveram pressionar o governo para viabilizar a ruptura do modelo de telecomunicações. O presidente Lula, por várias razões, que vão desde a simpatia por um dos investidores da Gamecorp do seu filho Lulinha, ao canto de sereia do ex-braço-direito José Dirceu, e à, imagino ingenuamente ser a palavra mais correta, solidariedade ao maior investidor privado de sua campanha eleitoral da reeleição em 2006, a empreiteira Andrade Gutierrez, uma das controladoras da Telemar. Ops, Oi!, presidente! Consumado o estrago, feita a realização dos lucros, vamos aos problemas que interessam: E a qualidade de serviço? E a competição? Não sei se é competição é interesse da atual administração, que recentemente aproveitou a crise financeira mundial para dar o avanço que faltava ao plano de encampar e estatizar bancos. A qualidade de serviço preocupa, porque se em tecnologia serviços melhores e eficientes decretam a sobrevivência de uma empresa, nas operadoras brasileiras de telefonia fixa, a quantidade de reclamações nos Procons diz tudo. E quem disse que elas são realmente punidas? E seus controladores pagam multas? Não, ganham novos empréstimos do BNDES para operar a compra de outra operadora. (continua)
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- Max Alberto Gonzales Osorio
- 21/11/2008 - 17:08
Oi! Lula? Vamos comprar telefones?
Ministro Hélio Costa: Vamos explicar tudo de novo... (Crédito: Agência Brasil)
(continuação) Se houvesse intenção real da administração federal em promover a competição, ela faria o mesmo esforço que fez para mudar o PGO para fazer cumprir a Lei Geral de Telecomunicações (LGT). Desde 1997, está escrito na LGT que a Anatel deve regulamentar e fazer acontecer a desagregação das redes de telefonia e serviços, o chamado unbundling, para que uma operadora ceda suas redes de cabos de cobre e fibra óptica para outras operadoras trafegarem seus serviços e oferecer uma alternativa ao consumidor. É assim que funciona em vários países, onde há várias operadoras competindo de verdade em telefonia fixa e móvel. É tecnicamente viável, pois pacotes de dados não tem cor, raça, credo ou time preferido. Ao circular pelas redes, os pacotes só precisam encontrar na ponta o roteador ou central telefônica digital da operadora do telefone que vai receber a chamada. De quem é o cabo ou backbone, isso é indiferente. Isso é competição. Não. O esforço do governo concentra-se em negócios de fusão e aquisição, ou M&A, no jargão financeiro. Afinal, a BrOi tem como principal objetivo estratégico abrir espaço no mercado latino-americano e competir contra Telefónica e Telmex (aliás, por favor, melhorem seus serviços também). Ou então usar táticas de dumping para ganhar espaço no maior mercado de telefonia celular do Brasil. Dumping? Em São Paulo, telefone de graça por três meses é bacaníssimo para alguns usuários, mas no limite da responsabilidade da lei. A competição em celulares é real, diferentemente da telefonia fixa. Ao oferecer chamadas de graça, há uma parcela de telefonemas que deixa de ser feita por meio das outras operadoras, ou seja, uma parcela de receita que elas deixam de fazer. Bom, não tenho lá muita pena dessas operadoras, e como consumidor é bom aproveitar telefonemas grátis, mas que é desleal, é. Aliás, acho que a sigla do veículo em que o decreto telefônico foi publicado hoje diz muito sobre a ação do governo para a Oi! Foi no Diário Oficial da União, conhecido em Brasília também como D.O.U. Pelos esforços presidenciais, parece que a BrT foi dada mesmo.
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- 21/11/2008 - 17:07
Caco, o sapo, sempre aparece
Caco, o sapo, sempre aparece onde não é chamado (Crédito: Uncyclomedia Commons)
Aliás, de novo, acho que a PGO do Lula tem um “caco”, como os jornalistas chamam a palavra ou o parágrafo inútil que sobrou no processo de edição de texto. É o artigo 6º, parágrafo 1º, inciso 2º da PGO, assinada – e certamente lida – pelo presidente Lula. Diz literalmente o seguinte: "Art. 6° As transferências de concessão ou de controle de concessionária do serviço a que se refere p art. 1° deverão observar o princípio do maior benefício ao usuário e ao interesse social e econômico do país. § 1º As transferências que resultem em Grupo que contenha concessionárias em Setores de mais de uma Região definida neste Plano Geral de Outorgas implicam: (...) (...) II - obrigação de atender aos condicionamentos impostos pela Agência Nacional de Telecomunicações com a finalidade de assegurar a competição, impedir a concentração econômica prejudicial à concorrência e não colocar em risco a execução do contrato de concessão, em atenção ao que dispõe a Lei no 9.472, de 1997, em especial nos seus arts. 97 e 98.” Será uma mais ótima lição para estudantes de comunicação ver como o governo dirá que esses artigos não estão em flagrante contradição com a realidade. Especialmente como assegurar a competição com duas empresas em vez de uma. Matematicamente, não parece lógico.
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- Max Alberto Gonzales Osorio
- 21/11/2008 - 17:06
Universidades ganham chave digital da RNP
Universitários vão receber a nota "trancada" a sete chaves
A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) apresenta amanhã, em Brasília, os certificados digitais especialmente criados para uso pelas universidades brasileiras. A cerimônia da criação do par de chaves criptográficas da Infra-Estrutura para Chaves Públicas para Ensino e Pesquisa (ICPEDU) será na manhã de quinta-feira, no Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), ao qual está vinculada a RNP. Os certificados digitais serão usados pelas universidades federais e institutos de pesquisa conectados às redes acadêmicas da RNP. Eles serão usados por alunos, professores e pesquisadores dessas instituições. Por exemplo, alunos enviam trabalhos aos professores, e estes mandam as notas para os alunos, todos assinando as mensagens eletronicamente com os certificados do ICPEDU. Os certificados serão usados pelas universidades também para seus processos burocráticos internos. O único detalhe é que a validade legal dos documentos assinados por esses certificados da RNP é limitada a aplicações acadêmicas e de pesquisa. Nos documentos administrativos para efeito externo à universidade, ela precisa continuar usando os certificados emitidos por autoridades vinculadas à Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileiras (ICP-Brasil). Com o lançamento das chaves criptográficas, os certificados deixam a fase experimental para o início da operação plena do serviço, prevista para o início de 2009. A RNP montou um sistema de armazenamento de chaves privadas (hardware security module, o HSM). Instalada em uma sala-cofre de 24 metros quadrados no prédio do MCT, o HSM armazenará a chave privada da ICPEDU, que será gerada amanhã, junto com a chave pública. Juntas, as duas chaves formam a combinação de números que abrem um documento criptografado. Será bem útil para os acadêmicos transitarem informações sobre pesquisa que precisam de sigilo e não podem correr o risco de ser devassadas por um hacker.
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- Max Alberto Gonzales Osorio
- 12/11/2008 - 18:15
A TV ganha sua terceira dimensão - 1
Para ver imagens 3D em movimento é preciso estar em uma sala de cinema fechada e usar óculos especiais? A Philips decidiu levar a imagem tridimensional às ruas, para deleite dos publicitários. Desde ontem funciona na sede paulistana da Philips uma sala de transformação de imagens para 3D. Segundo a multinacional holandesa, é a primeira na América Latina a usar a tecnologia Blue Box. Como o nome diz, é uma caixa azul com software e processadores que transformam imagens 2D em 3D, que podem ser vistas em televisores HDTV dotados da tecnologia WOWvx, da Philips. Na prática, as agências pegam um filme publicitário já pronto e o transformam em uma nova peça, enriquecida em 3D, para exibi-la em TVs instaladas em lojas, quiosques de promoção em shopping centers, eventos etc. O objetivo é causar um tal impacto no consumidor que o faça gastar o dobro de tempo atenção na marca. Periga dar certo. Como em um texto (2D, digamos assim) é difícil explicar plenamente como funciona essa tecnologia 3D, convido você a olhar as fotos abaixo. Elas dão uma pequena amostra da tecnologia dentro do Blue Box e da reprodução nas TVs Philips com WOWvx. Óbvio, sem conteúdo para exibir tudo isso não passaria de mais brincadeira nerd. “Não vendemos a tecnologia, mas ela está à disposição das agências”, diz José Fuentes Molinero, diretor-geral da Philip Business Communications no Brasil. De fato, já havia duas agências na apresentação da sala 3D: a Droid e a J Chebly. Essas agências já fizeram testes na prática, para clientes como Claro, Nokia, NET/Telecine, Reebok e a loja do São Paulo Futebol Clube. “Pusemos um videowall 3D na primeira loja. Em uma semana, esgotou o estoque”, diz Ronald Peach Jr, diretor comercial da Droid. Mesmo levando em conta a sanha compradora da torcida tricolor, capaz do 3D ter ajudado nas vendas. E é para isso que a tecnologia foi criada.
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- Max Alberto Gonzales Osorio
- 07/11/2008 - 15:23
A TV ganha sua terceira dimensão - 2
A tarefa do BlueBox é criar uma nova camada de imagem, para o vídeo original. De cor preta, se junta à imagem original RGB (red, green & blue). Essa camada faz o contraste claro-escuro, aparentando ser um predomínio de tons de cinza, criando um efeito 3D ao iluminar os elementos que o publicitário quer destacar. Veja o logotipo da Adidas, na foto acima. A imagem original está à esquerda e à direita está a camada que será trabalhada no chiaroscuro. Quanto mais luz no elemento (claro), ele aparecerá como se estivesse mais perto do telespectador, como se estivesse saindo da tela. Quanto menos luz no elemento (escuro), ele parecerá mais afastado, como se estivesse ao fundo da tela. O logotipo recebeu o “claro”, e aparece na nova camada. Então o software do Blue Box acompanha o movimento desse elemento (o logo) quadro a quadro. Dependendo da complexidade da imagem e do movimento é preciso fazer um trabalho de formiguinha, quase como montar um desenho animado. Repare que há um botão vermelho no canto superior esquerdo. (Parênteses, eu sou um péssimo fotógrafo e minha câmera é um celular de 2 megapixels. Sorry!) Esse botão não recebeu qualquer luz, e não aparece na imagem da camada chiaroscuro, está “escuro” e, portanto, parecerá afastado na imagem final.
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- Max Alberto Gonzales Osorio
- 07/11/2008 - 15:21
A TV ganha sua terceira dimensão - 3
Uma hora este fotógrafo de quinta tinha que dar sorte. A imagem acima ilustra melhor o chiaroscuro. É uma cena de game em que um guerreiro empunha seu escudo e se prepara para atacar com sua espada (juro que é isso que rolou). Repare na imagem original à esquerda que há um cenário de fundo. Um esforçinho de nada, por favor, pelo fotógrafo. OK, agora olhe a camada chiaroscuro. O guerreiro aparece em “claro” e o cenário fica “escuro”. O guerreiro parece estar saltando da tela, e mais ainda, você acha que está aos pés dele porque a luz é mais intensa conforme a imagem desce. A sensação é que você está prestes a ser decepado pela espada do guerreiro. E assim uma TV 2D parecerá exibir imagens 3D.
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- Max Alberto Gonzales Osorio
- 07/11/2008 - 15:18
A TV ganha sua terceira dimensão - 4
No final, a imagem é até um pouco estranha para os olhos. Você lembra dos cartões postais 3D? Aqueles com uma camada plástica transparente cheia de ranhuras verticais. São duas imagens sobrepostas, que dão a impressão do objeto ter profundidade e volume. Pois então, a tecnologia das TVs Philips com WOWvx dá essa impressão, mas pelo tamanho das telas – modelo de 42” já disponível no Brasil, 8”, 22” e 52” em 2009 – a sensação de profundidade 3D é bem mais realística. E sem precisar dos óculos. Como acontece com o beija-flor na imagem acima. No vídeo, o movimento do vento na vegetação se vê meio embaçado, mas de repente o passarinho aparece na frente, em uma imagem de volume bem realista. Imagino o trabalho que os programadores tiveram para aplicar o chiaroscuro no arisco beija-flor. Mesmo feito em computação gráfica.
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- Max Alberto Gonzales Osorio
- 07/11/2008 - 15:15
A TV ganha sua terceira dimensão - 5
Esta é a caixinha azul que concentra o sistema que agrega a terceira dimensão a vídeos. Segundo a Philips, o Blue Box já tem um sucessor, ou seja, uma nova sala 3D vem aí. Segundo Fuentes, a Red Box já está em fase experimental de testes na Holanda e deve chegar ao Brasil em 2009. Para a Philips, o plano é vender serviços e mais TVs de alta definição para uso em marketing. O videowall 3D WOWzone, com 9 aparelhos e largura total de 142”, já está pronto para as agências de publicidade e eventos. Para as agências, é mais uma ferramenta para roubar nossa atenção e tempo. Esse é o nome do jogo. E quem tiver uma jogada melhor, que conte outra.
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- Max Alberto Gonzales Osorio
- 07/11/2008 - 15:14
Em matéria de tecnologia, STF é primitivo
Em Brasília, Supremo Tribunal Federal parece isolado do resto do país Noventa por cento. É o percentual de ministros do Superior Tribunal Federal que prefere soltar um criminoso do que aceitar a ajuda da tecnologia na Justiça. Há inúmeros casos que fazem os cidadãos brasileiros duvidar do sistema jurídico-policial brasileiro. Ontem mais um caso reforçou esse veredito: o STF declarou inconstitucional a lei 11.819/2005, do Estado de São Paulo, que institui o interrogatório de presos por videoconferência. Basicamente, é o uso de uma tecnologia já madura e de custo cada vez menor em uma operação cada vez mais perigosa: interrogar acusados que estão em prisão temporária ou já condenados, com sentença transitada em julgado. Por que perigosa? Pelo risco de fuga, ou de ataque de milícias do crime organizado que tentam resgatar membros ou líderes da quadrilha. Além de economizar custos (traslado e aparelho policial de escolta) e vidas (balas perdidas ou juízes assassinados), a videoconferência acelera os processos judiciais – outra matéria em que a justiça brasileira dá exemplos magistrais de velocidade ao mundo... Fico pensando um tempão o que leva o STF a tomar uma decisão assim. Só posso creditar à tradição formalista do tribunal, que volta e meia surpreende a opinião pública e o bom senso. No caso da videoconferência paulista, o STF se apega à Constituição dizendo que apenas o Congresso pode mudar por lei os ritos processuais. Então, o Estado de São Paulo não tem autonomia federativa para decidir o que é melhor para aumentar a eficiência de seu sistema judicial. E fez uma lei errada (o que não é minha visão), merecendoser cerceado pelo Poder Judiciário federal. Há uns seis anos estive em uma feira de tecnologia em São Paulo, onde uma empresa apresentou um sistema de videoconferência para interrogatórios. Coisa simples, aparentemente tosca, mas perfeitamente funcional e tecnicamente segura. Imagino que o STF não deve fazer idéia do que é VPN. No fim, graças ao STF, mais um criminoso foi solto e está pronto para voltar ao trabalho dele. Infelizmente, em matéria de atualização com um mundo que vive em plenitude o despertar da era da tecnologia, o STF é inconstitucionalissimamente primitivo. (Sabia que um dia usaria essa palavra com total propriedade.)
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- Max Alberto Gonzales Osorio
- 31/10/2008 - 18:05
Exército fará 20 mil mapas digitais da Amazônia
Vida de soldado não é mole. Mas o satélite dá aquela forcinha As Forças Armadas sempre foram, para o bem e para o mal, fortes impulsionadoras do avanço das tecnologias. Não tanto no Brasil. Se ao longo da história, o Exército sofreu várias fases por estar mal aparelhado, imagine a Aeronáutica e a Marinha. Literatura sobre compras de blindados e navios usados em condições tão precárias que não podiam ser usados estão aí para quem quiser ver. Mas, quem diria, a tecnologia da informação está aí para tentar diminuir esse abismo. O Centro de Imagens Geográficas do Exército (CIGEx) acaba de comprar em um sistema de comunicação para a produção de mapas via satélite, equipamentos e serviços incluídos. O objetivo é mapear a Amazônia com 20 mil fotos de satélite na escala 1:100 000, suficiente para mapear dados sobre solo, terreno e rios. O Projeto Radiografia da Amazônia começou este ano e se estenderá até 2015. Na licitação de 200 mil reais, vencida pela Arycom Comunicação, o Exército comprou o uso de fotos do satélite Inmarsat e de sistemas de comunicação que permitem a transmissão de dados a 256 Kbps, com picos de até 492 Kbps. Os equipamentos, alimentados por energia solar, serão usados para a captação de dados in loco pelas equipes de campo. Aliás, de campo, não. De floresta. E amazônica.
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- Max Alberto Gonzales Osorio
- 30/10/2008 - 16:39
A lojinha e o cinema online da F-1
A Fórmula 1 está chegando a Sampa, em clima de total decisão. As churrascarias rodízio e as beldades das boates de fino trato esperam a clientela gringa, e a torcida mal vê a hora de começar a corrida para torcer por uma nova besteira do Lewis Hamilton, para ver Massa campeão em casa. Mas a lojinha da Fórmula 1 já abriu antes mesmo dos portões de Interlagos serem abertos. Para quem já foi a um autódromo em semana de Grande Prêmio, sabe como é profissional o merchandising da F-1. Os produtos oficiais das equipes da categoria são caros, cotados em libras esterlinas, mas de uma qualidade que faz considerar a compra. E a lojinha também está aberta na Internet. Uma semana antes da decisão da temporada, o portal www.formula1.com já envia e-mail marketing aos fãs registrados, atiçando a torcida para que comprem seus adereços para a disputa Hamilton-Massa (veja o cartaz) na http://f1store.formula1.com. E até que depois de um reinado entediante de Schumacher, a F-1 (ou FUM, para os abusados) voltou a ficar interessante. São tempos de Alonso, Haikkonen e do novo campeão e vice que saem domingo, Hamilton ou Massa. Os novos tempos chegaram junto com a estratégia online bem azeitada. No dia seguinte a uma corrida, os usuários cadastrados no site recebem um e-mail com o link para o site. Os filmes são curtos, mas são coisa de cinema. As imagens são espetaculares e o roteiro conta a corrida por meio de cenas rápidas da disputa e a expressão de pilotos e membros de equipe. Uma trilha sonora simpática e cenas de ambiente antes da corrida fazem você esquecer da locução irritante do Galvão Bueno. Vale a pena um cadastro.
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- Max Alberto Gonzales Osorio
- 23/10/2008 - 12:17
Game empresarial é coisa séria
Tela do jogo criado para funcionários da Coca-Cola criarem a melhor exposição dos produtos nos mercados
Quando você vê alguém no trabalho com uma tela colorida e animada, com barulhinhos e tudo o mais, pensa: “funcionário perdendo tempo com jogo, hem?”. As aparências enganam. O game empresarial virou coisa séria e hoje há empresas especializadas no desenvolvimento de software para treinamento de funcionários, que na essência é um jogo, mas no fim é uma ferramenta de eficiência. Conheci recentemente o trabalho da Aennova Decisionware, de São Paulo, que reúne três sócios: Nancy Ogassawala, especialista em educação à distância; Sunami Chun, fundador da rede de lan houses Monkey; e Leonardo Reis, consultor de negócios, que criou a empresa em 2001 e recebeu seus sócios no ano passado. Juntos, começaram a desenvolver jogos empresariais – que chamam de simuladores negociais – e hoje têm clientes como Coca-Cola, Natura e Porto Seguro. A essência é criar um jogo em que o objetivo é treinar habilidades e aprender a melhorar processos de trabalho. Por exemplo, a Coca-Cola decidiu estender a funcionários em todo o país as táticas de distribuição dos refrigerantes e peças de propaganda de supermercados. O jogo consiste em criar o melhor layout mexendo as araras nos pontos de venda, para melhorar a exposição dos produtos para o consumidor. Usando o mouse e vendo o resultado a cada loja, o funcionário pega a prática na prática. “São como simuladores de vôo”, diz Reis. “O sistema avalia e avisa qual é o procedimento correto.” Um simulador de negócios deve ter três componentes bem resolvidos: a programação, a interface (a maioria em Flash) e a inteligência de negócios. A última deve ser construída com base na experiência e no objetivo da empresa que contrata o serviço. O objetivo, diz Reis, é treinar o poder decisório, pois os simuladores não são jogos para distração de funcionários, e sim treinos online baseados em processos comprovados na prática pelas empresas. “O Sebastian Vettel deu mil voltas no simulador do circuito de Monza antes de correr lá pela primeira vez”, diz Reis. A tática de Vettel deu certo e o piloto alemão tornou-se o mais jovem vencedor de uma corrida de Fórmula 1, aos 21 anos. Jogos simuladores são realmente eficazes.
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- Max Alberto Gonzales Osorio
- 21/10/2008 - 18:52
CEO discorda de CIO sobre como gerenciar riscos
Em tempos de crise global, muito se fala do futuro da economia e parece inútil discutir as origens do problema – afinal, o estrago está feito. Uma pesquisa inédita, concluída em setembro pelas consultorias Bearing Point e Forrester Research, aponta um caminho para que os presidentes das empresas não cometam os mesmos erros – e detonem as economias dos investidores. Em 91% das 175 empresas globais entrevistadas, as prioridades de negócios dos CEOs prevalecem sobre as ações de gerenciamento de riscos e de segurança propostas pelos CIOs. Isso acontece mesmo que os próprios presidentes concordem que as sugestões dos diretores de tecnologia são necessárias. Conflitos de interesse entravam a implantação dessas práticas e processos de negócios. “Os objetivos de todos são muito diferentes. A cultura das áreas, a comunicação entre eles e a percepção do negócio em relação à segurança são três fatores que determinam a preocupação diferente que eles têm sobre o tema”, diz Eduardo Raffaini, diretor gerente da Bearing Point, no Rio de Janeiro. A burocracia organizacional prejudica o gerenciamento de risco. A pesquisa também que a implementação desses sistemas é dividida em vários grupos de trabalho, em vez de ter uma coordenação centralizada. Em mais de um terço das empresas, os executivos de TI respondem aos executivos de finanças, recursos humanos, assuntos jurídicos e risco. Poucas empresas têm o CRO (chief risk officer), executivo com foco na gestão de riscos. Se o software empresarial já é algo arraigado nas empresas, a gestão do risco ainda não estava tão bem implementada. Por exemplo, sistemas de auditoria e controle, de avaliação de risco de operações financeiras e de crédito, além de sistemas de proteção da produção de dados, propriedade intelectual e documentos importantes da empresa. “A crise atual mostra que os bancos que tinham mais riscos foram mais penalizados”, diz Raffaini.
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- Max Alberto Gonzales Osorio
- 10/10/2008 - 12:56
Mainframe vira motor de novo game brasileiro
A luta pelo Universo: cena de batalha de Taikodom, jogo online que mescla Star Wars e Star Trek
Em julho do ano passado, no terraço de um hotel luxuoso de Nova York, centenas de executivos especializados em mainframe reunidos pela IBM viram um brasileiro subir ao palco. Tarqüínio Teles começou a falar do Taikodom, um jogo online que simula uma batalha espacial, e os olhos dos executivos fixaram-se nas imagens impressionantes de ação. Por que Teles mostraria isso para eles? Porque o Taikodom é um jogo online massivo que roda em mainframe, não em servidores comuns. Começa a funcionar para o público na próxima quarta-feira, dia 15, a partir do centro de operações da IBM em Hortolândia (região de Campinas), depois de quatro anos de desenvolvimento e investimentos de 15 milhões de reais. Teles e dois colegas da Universidade Federal de Santa Catarina – Cristovão Buzzarello e Thiago Luz – fundaram a Hoplon Infotainment, em Florianópolis. Criaram o universo ficcional, de galáxias em guerra no Século 23, depois o Bitverse, a tecnologia de mundos virtuais e jogo massivo. Cada jogador escolhe seu avatar, seu status de personagem (patrulheiro, transportador, pirata, capitão etc.) e pilota uma nave. A opção pelo mainframe foi pelo grau de detalhe do jogo e suporte para 40 mil jogadores simultâneos. Além do maior poder de processamento, o sucesso do jogo depende de links de alta capacidade, pois o atraso de dados em um jogo de ação online pode simplesmente condenar o empreendimento. O centro de Hortolândia tem link direto com operadoras nacionais e internacionais e acabou sendo escolhido. O jogo será gratuito, ao contrário do plano inicial, que previa assinatura e compra de tempo de jogo. Agora, a receita do Taikodom virá de publicidade, que a Hoplon promete que não será intrusiva, mas inserida nas imagens das naves ou cenários. Uma moeda, chamada Hoplon, será vendida a quem quiser incrementar as naves ou acessar funções especiais. Também foi criada literatura impressa, a minissérie “Eterno Retorno”. Mainframe, revista impressa... parece papo de velharia para os techies de plantão. Para quem tem alguma dúvida se esta é uma iniciativa da velha guarda ou Web 2.0, confira o jogo semana que vem em www.taikodom.com.br.
Postado por
- Max Alberto Gonzales Osorio
- 08/10/2008 - 13:12
Guru geográfico cria mais um site
Mashup do Whereyougonnabe.com no Google Earth: Peter Batty (o da foto de 2 de agosto) colocou no mapa seu trajeto e quem vai encontrar nesses dias
Peter Batty é um dos gurus da tecnologia de informação geográfica. Depois de trabalhar na NASA e ser CTO de empresas como a Intergraph, resolveu empreender. Fundou a Spatial Networking e lançou a rede social baseada em localização geográfica Whereyougonnabe.com. Nela, as pessoas marcam não a posição geográfica onde estão no momento, mas para onde irão no futuro próximo. Assim, podem marcar reuniões, encontros e até mesmo se conhecer graças à rede geográfica, que usa mashups sobre o Google Earth e Google Maps. Veja alguns trechos da entrevista que Batty concedeu à INFO, que publica na edição de outubro (amanhã nas bancas) uma reportagem sobre redes geográficas:
Qual seu principal objetivo ao criar o Whereyougonnabe, apenas juntar pessoas? O objetivo primário é ajudar as pessoas a encontrar amigos e contatos de trabalho com mais freqüência. Achamos que se pode economizar gastos e ajudar o meio-ambiente ajudando as pessoas a planejar suas viagens com mais eficácia. Somos diferentes de outras redes geográficas porque nosso foco é a localização futura das pessoas, em vez de sua posição atual. É muito mais difícil de fazer, mas na minha opinião é mais útil. Se você percebe neste momento que um amigo seu está perto, você pode ter outros compromissos agendados que não te permitem encontrá-lo. Mas se você descobre isso um dia ou uma semana antes, tem a chance de mudar teus planos para que possa marcar um encontro.
Por que as redes geográficas só despontaram nos últimos anos? Qual tecnologia você considera que foi o motor do boom dessas redes? Não há uma razão técnica fundamental para esse tipo de aplicação não existir há mais tempo. Acho que seu crescimento recente foi deflagrado pela ascensão das redes sociais em geral, como orkut e Facebook, e pelo maior uso dos mapas online do Google, Microsoft e outros. A maior penetração de mercado dos celulares que detectam a localização impulsiona os sistemas baseados em localização geográfica, mas não são necessários para as redes focadas na localização futura, como o Whereyougonnabe.
Há realmente um boom de redes geográficas. E haverá lugar para todos? Definitivamente, há um bocado de atividade agora nesse mercado. Há muitas empresas concentradas nas aplicações de localização atual, talvez mais do que o mercado possa acomodar. Um número muito menor de empresas foca na localização futura, e por enquanto não vimos outros desenvolvendo o mesmo tipo de modelo detalhado em tempo e espaço que nós temos. Sentimos que resolvemos vários problemas complicados nesse tema, e trabalhamos duramente para manter a liderança técnica que acreditamos ter agora.
Como lidar com problemas como privacidade, publicidade invasiva, roubo de identidade etc. nas redes geográficas? Esses sistemas baseiam-se na idéia que você tem controle sobre o quê você compartilha, e com quem. Na maioria dos casos, você compartilha a informação com seus amigos em que mais confia. É definitivamente crucial que esses sistemas dêem muita atenção à privacidade. Em relação à publicidade, essas redes permitem fazer anúncios mais relevantes para os usuários, graças ao conhecimento sobre a localização atual ou futura da pessoa. Acho que as redes têm potencial para fazer anúncios mais úteis, e menos invasivas em vez de mais invasivas. O roubo de identidade é um risco potencial para qualquer sistema online, e não acho que seja um problema que traga mais conseqüências sérias nas redes geográficas do que em outras áreas, como bancos online.
O que o Whereyougonnabe fará para ganhar mais usários? Planejamos dar suporte a múltiplas plataformas de redes sociais, incluindo o orkut, por meio da iniciativa OpenSocial, do Google. Começamos pelo Facebook porque foi a primeira delas a dar suporte ao desenvolvimento de aplicações e tem uma boa participação global.
E no Brasil? O Brasil é o sexto maior usuário de internet hoje, caminha para ser o quinto, e por isso é um importante mercado para nós no futuro. Eu tenho ligações pessoais com o Brasil, minha noiva é de Santos, e eu amo a seleção brasileira de futebol. Vi no estádio de Yokohama o Brasil ganhar da Alemanha na final da Copa de 2002. Então, gostaria de ver o Whereyougonnabe ter sucesso no Brasil, por razões pessoais e de negócios.
Em breve todas as câmeras e celulares terão GPS embutido. O mundo se tornará um Big Brother orwelliano? Certamente estamos vendo o aumento da quantidade de informação gravada e compartilhada digitalmente, e essa tendência vai continuar. Como a maioria dos desenvolvimentos tecnológicos, esse tem conseqüências boas e más. Agora estamos em um momento em que fotos georreferenciadas podem ser postadas quase em tempo real a partir de celulares. Esse tipo de compartilhamento de informação pode ser bom, por exemplo para a cobertura de fatos noticiosos pelos cidadãos, ou para ajudar serviços de emergência em casos de desastres naturais. Mas precisamos garantir que haverá salvaguardas de privacidade adequadas sobre a localização e outros dados, e assegurar que vamos preservar as liberdades civis básicas, que hoje tem sido corroídas em muitos países, em nome do “anti-terrorismo”.
Postado por
- Max Alberto Gonzales Osorio
- 01/10/2008 - 17:36
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