SÃO PAULO - O Google vai cortar novos projetos e diminuir gastos para sobreviver à crise, releva uma reportagem do Wall Street Journal.
A empresa conhecida por manter alguns gastos considerados extravagantes no Vale do Silício – como refeições requintadas e atendimento médico gratuito – vai abortar alguns projetos que não “pegaram” ou “que não são tão interessantes”, segundo o CEO Eric Schmidt.
O executivo disse ainda que a empresa não vai mais dar a engenheiros equipes de 20 pessoas para trabalhar com projetos experimentais, pelo menos enquanto a recessão estiver rondando.
Um dos exemplos da nova postura é o site SearchMash, que experimentava com novas formas de organizar resultados de busca. O serviço foi fechado no último mês. Outra vítima dos cortes de custos foi o Lively, mundo virtual que mal nasceu e já foi engavetado.
Outra estratégia que já começou a ser adotada pela empresa é colocar anúncios em serviços antes não explorados por publicidade, como o Google Finance. O Google News também deverá entrar no modelo em breve, disse a empresa.
A companhia já anunciou também que planeja reduzir significativamente os empregados terceirizados, que hoje são cerca de 10 mil.
Os pequenos “luxos” dos escritórios também devem sofrer. As horas de atendimento na cafeteria gratuita diminuíram e o tradicional chá da tarde no escritório em Nova York foi cortado.
Além da crise, o Google tem outro desafio a vencer. A empresa está tendo que se adaptar ao fim do seu ciclo de crescimento explosivo.
O preço das ações do Google caiu para US$ 275 na última quinta-feira – consideravelmente abaixo do patamar de US$ 741 alcançado em novembro de 2007.
O crescimento na receita também vem desacelerando. Os ganhos ainda robustos de 31% no terceiro trimestre são bem menos impressionantes que o crescimento anual de 92% em 2005.
Apesar dos desafios, tudo indica que a empresa está ao menos empenhada em fazer sua lição de casa.