SÃO PAULO – O Tribunal Superior Eleitoral julga amanhã, quinta-feira (28), se os candidatos nas eleições deste ano podem ou não usar a web para se promover.
A atual legislação proíbe o uso de ferramentas online além do site oficial da candidatura, hospedado em domínio can.br. Uma resolução veta o uso de ferramentas como Twitter, Second Life, YouTube, orkut e outros meios para a comunicação entre candidato e eleitor.
O julgamento de quinta acontecerá a pedido do iG, que se incomodou especialmente com a proibição de políticos anunciarem nas mídias online.
O iG argumenta que a internet dispõe de um pedaço mínimo do bolo publicitário e poderia ter maior impulso se pudesse contar com a propaganda política. Além disso, o iG usa como exemplo a lei de outros países democráticos, onde o uso da internet é intenso em campanhas políticas.
Apesar da restrição legal, no entanto, serviços como Twitter e YouTube estão repletos de propaganda política. Um dos obstáculos ao controle da Justiça Eleitoral é o fato das ferramentas de web 2.0 permitirem que qualquer usuário milite online por seu candidato.
Assim, mesmo que o comitê de uma candidatura não invista em esforços online, é difícil controlar o que usuários simpatizantes e rivais postam na web.