SÃO PAULO - Empresas de call center contestam eficácia de lei. Prazo de adaptação é insuficiente, diz associação.
A Associação Brasileira das empresas de Teleserviços (ABT), grupo que reúne redes de call center, contesta as novas regras para o setor definidas em decreto presidencial.
A ABT diz que apóia medidas para melhorar a qualidade das centrais de atendimento, mas afirma que as regras criadas vão elevar os custos deste tipo de serviço, obrigando as empresas a repassar investimentos para os consumidores, além de reduzir o salário de quem trabalha em centrais de atendimento e, eventualmente, também o número de empregos disponíveis.
“O setor é um dos maiores empregadores do país e o único que proporciona oportunidade de emprego a jovens na faixa de 18 até 24 anos e pessoas com mais de 40 anos, que desejam voltar ao mercado de trabalho”, diz o presidente da ABT, Jarbas Nogueira.
A ABT classificou como “inviáveis” as novas regras e disse, ainda, que mudanças deste tipo não podem ser efetuadas num prazo de 120 dias. O período mínimo de adaptação, segundo a associação, seria de ao menos um ano. Para a ABT, a auto regulamentação do setor e a competição entre as empresas é a melhor forma melhorar o serviço para o consumidor.