SÃO PAULO – Autoridades americanas vão investigar o acordo feito em junho entre Google e Yahoo! e podem proibir parceria.
O departamento de Justiça, equivalente americano ao ministério da Justiça, decidiu investigar o acordo feito entre os dois líderes em buscas e publicidade online no país, o Google e o Yahoo!.
Em circunstâncias normais, um acordo do tipo – que não prevê fusão, compra de papéis de uma empresa por outra ou exclusividade em contratos de troca de anúncios – não deveria despertar a atenção das autoridades regulatórias.
O acordo entre os gigantes da internet, anunciado em 12 de junho, prevê que o Yahoo! possa exibir entre seus links patrocinados publicidade captada pelo Google. Dono de grande audiência, o Yahoo! não consegue vender tantos anúncios quanto seu competidor e, com o acordo, passaria a exibir publicidade comercializada pelo concorrente.
Na prática, isto fortalece o Google como principal vendedor de anúncios online, além de aumentar seu faturamento, já que um percentual do anúncio exibido no Yahoo! ficaria com o Google.
Já do lado do Yahoo!, o acerto eleva as perspectivas de vendas da empresa e serve também para afastar a Microsoft de seu encalço. A companhia de Steve Ballmer tenta, há meses, comprar o Yahoo!, que se esforça para manter-se independente.
As autoridades americanas, no entanto, acham que o acordo pode ser ruim para os anunciantes, pois concentraria muito mercado nas mãos do Google. Afinal, além de sua posição de líder em mercado de adwords, o Google passaria ainda a lucrar com os anúncios do segundo maior vendedor, o Yahoo!.
Os investigadores vão pedir às duas empresas garantias de que o acordo não prejudica a competitividade do setor. Também são atores destacados neste meio a America Online, do grupo Time Warner e a própria Microsoft, dona dos portais MSN.