SÃO PAULO - Realidade virtual foi o principal tema da mesa-redonda que reuniu acadêmicos no evento "O Ambiente de Negócios do Second Life".
Romero Tori, pesquisador da Escola Politécnica da USP e do Senac-SP, abordou o Second Life como um estágio de uma migração para um novo patamar de realidade sensorial. "Vivemos em um mundo físico, que podemos considerar como 1.0. O Second Life é um passo para um ambiente virtual 2.0. No âmbito acadêmico já pesquisamos uma terceira alternativa, que seria um ambiente composto de aparatos para ampliaçao de sentidos", explicou.
Segundo Tori, exemplos desse novo mundo seriam interfaces que respondem a gestos, movimentos dos olhos e controle da mente. Outra evolução seria o videoavatar, uma espécie de projeção holográfica tridimensional, como as popularizadas pela série Guerra nas Estrelas. Durante sua palestra, Tori mostrou alguns vídeos dessas novas tecnologias.
Carlos Seabra, pesquisador e consultor de interatividade, enfatizou que o Second Life pode servir como plataforma para disseminação de cultura. "Há no Second Life o cinema Lumina, que passa filmes antigos com ótima qualidade. O SL também pode ser uma plataforma para distribuição de textos literários", afirmou.
Gilson Schwartz, acadêmico da USP, apresentou o projeto que deve disponibilizar cerca de 200 cursos no Second Life. A iniciativa, que deve entrar no ar em agosto, é feita em parceria com a PUC-SP. A idéia é receber também apoio de empresas privadas.
<p><a href="" rel="bookmark" title="INFO Online">Evento de SL debate realidade virtual</a>, André Cardozo, da INFO - SÃO PAULO - Realidade virtual foi o principal tema da mesa-redonda que reuniu acadêmicos no evento "O Ambiente de Negócios do Second Life".
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