DÜSSELDORF- A Hewlett-Packard projeta vendas menores de sua unidade de impressão e processamento de imagem este ano.
A maior fabricante mundial de impressoras e computadores pessoais, vê alta de apenas 4 a 6 por cento nas vendas de impressoras, devido à sua concentração no segmento gráfico digital.
Vyometh Joshi, vice-presidente executivo encarregado da unidade, disse à Reuters na sexta-feira que os planos prevêem margem de lucro operacional de 13 a 15 por cento neste ano e no seguinte, ante 15 por cento no ano fiscal passado, encerrado no final de outubro.
"Gostaríamos de expandir nossos negócios em quatro a seis por cento, em termos de faturamento, com lucro operacional de entre 13 e 15 por cento", disse Joshi em entrevista durante a feira Drupa, do setor gráfico, em Düsseldorf, Alemanha.
As vendas da divisão de imagem e impressão da HP cresceram 6 por cento no ano fiscal passado.
Perguntado se as metas se referiam a este ano, Joshi respondeu que "sim, e ao ano que vem igualmente".
A divisão de imagem e impressão da HP faturou 28,5 bilhões de dólares no ano passado --cerca de um quarto da receita total da empresa-- e respondeu por quase metade do lucro operacional.
A unidade é beneficiada pelo lucrativo comércio de cartuchos para impressoras. Porém, Joshi disse que vê o futuro na mídia gráfica digital, que agora já se equipara em extensão aceitável aos modos analógicos de impressão em termos de custo e qualidade, se bem que ainda não em termos de velocidade.
A impressão digital tem a vantagem de uma flexibilidade muito maior e por isso oferece melhor custo/benefício em tiragens menores, disse Joshi. Por exemplo, alterar detalhes em um rótulo impresso pode demorar meses em caso de métodos analógicos, e apenas dias no caso de impressão digital.
Ainda que a HP detenha 46 por cento do mercado mundial de impressoras, Joshi disse que a empresa respondeu por apenas 1,6 por cento dos 50 trilhões de páginas impressas no mundo em 2007, porque 90 por cento do mercado continua a usar equipamento analógico.
"Em vez de nos focarmos apenas em impressoras, estamos nos concentrando agora nas páginas. É por aí que continuaremos a crescer", afirmou o executivo.
A HP estima que o valor das páginas impressas no mercado global de artes gráficas será de 663 bilhões de dólares até 2010.
Depois da digitalização de músicas e fotos, que já estão bem avançadas, etiquetas, impressos de marketing e livros seguirão a tendência nos próximos anos, previu Joshi.
O executivo fez os comentários durante apresentação na Alemanha de uma prensa digital de imprensa da HP que deve chegar ao mercado no segundo semestre de 2009.
O equipamento tem capacidade de imprimir a taxa de 122 metros por minuto e a idéia da HP é vendê-lo por entre 2,5 milhões e 3 milhões de dólares.
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