SÃO PAULO - O Grupo de TI TBA pretende fazer uma oferta pública de ações no Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo.
A idéia é fazer a oferta em até um ano e meio, possivelmente por meio de sua subsidiária na área de soluções B2Br.
"A TBA holding é uma empresa normativa, não vende. Quem tem despesas e receitas é a B2Br, é a True Access (unidade de segurança de informações). O grande caminho nosso vai ser colocar a empresa operacional na Bovespa", disse a fundadora e proprietária do grupo, Cristina Bonner, à Reuters, por telefone.
Empresas de tecnologia como Ideiasnet, UOL, Positivo, Totvs, Datasul e Bematech já estão na Bovespa.
Antes de ir à bolsa, a estratégia do Grupo TBA é adquirir empresas complementares nos próximos seis meses, visando o crescimento das vendas e o aumento do portfólio de serviços.
As empresas que estão sendo avaliadas operam no segmento de tecnologia da informação para telecomunicações, mercado financeiro e soluções específicas de terceirização de processos de negócios.
O Grupo TBA reforçou seu caixa recentemente com a venda dos 49 por cento que detinha na TCS do Brasil para a outra acionista da empresa, a indiana Tata Consultancy Services . Segundo a Tata, o grupo indiano pagou 33,4 milhões de dólares para ficar com 100 por cento da TCS do Brasil.
Cristina disse que estava prevista a saída do Grupo TBA da joint-venture com a Tata, criada há cerca de 5 anos.
"(O dinheiro vai) ser destinado a prioridades de investimentos que temos... São investimentos em gente, gestão, governança, infra-estrutura e na seleção de empresas que possam ser nossos parceiros para crescimento não-orgânico."
A executiva disse que a receita anual do Grupo TBA --obtida por B2Br e True Access-- é de cerca de 150 milhões de dólares. Antes de levar o grupo à bolsa, a estratégia é fazer aquisições para chegar a um faturamento de 300 milhões a 400 milhões de dólares.
Para dar suporte ao processo de abertura do capital, o Grupo TBA criou uma área de Relações com Investidores voltada à B2Br e True Access.
CASO MICROSOFT
A TBA Informática, do Grupo TBA, e a gigante norte-americana de software Microsoft estiveram envolvidas durante anos em processo no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) pela venda casada ao governo federal de produtos e serviços de informática. Em outubro, as empresas concordaram em pagar 5 milhões de reais para encerrar o caso.
Perguntada se o processo no Cade poderia prejudicar a oferta de ações do Grupo TBA, Cristina disse que o caso "foi encerrado com sucesso" e que o negócio que será levado à bolsa de valores é de prestação de serviço, e não licenciamento de software. "Estamos falando de coisas que não têm nem relacionamento", disse.
<p><a href="" rel="bookmark" title="INFO Online">TBA vai abrir capital em até 18 meses</a>, Reuters - SÃO PAULO - O Grupo de TI TBA pretende fazer uma oferta pública de ações no Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo.
[...]</p>