NOVA YORK - Sites de vídeo online, como o iTunes, atingirão um pico este ano, para cair depois.
Cada vez mais programas começarão a ser oferecidos em veículos de acesso gratuito, bancados por publicidade, de acordo com um estudo divulgado na segunda-feira.
As vendas de filmes e programas de televisão devem quase triplicar para 279 milhões de dólares em 2007, ante o total estimado em 98 milhões de dólares no ano anterior. Mas, a menos que o consumidor médio comece a pagar em massa pelos vídeos que assiste online, é provável que o crescimento no faturamento desapareça, no ano que vem, de acordo com a Forrester Research.
"No mercado de vídeo, o iTunes será um clarão temporário, enquanto os consumidores esperam por maneiras melhores de obter vídeos, e essas maneiras já estão chegando", disse James McQuivey, analista da Forrester Research que conduziu o estudo. Ele classificou o mercado de download pago de vídeos como "beco sem saída".
A Forrester estima que o crescimento nas vendas não deve triplicar, ou mesmo dobrar, em 2008 e no futuro, depois que os entusiastas iniciais e os viciados em mídia já tiverem começado a usar os serviços.
A confusão quanto aos diferentes formatos de arquivos de vídeo, dificuldades para assistir os vídeos baixados da Internet em televisores e outros problemas técnicos desestimularam os usuários médios a pagar por programas obtidos online.
Os esforços das empresas tradicionais de distribuição de mídia para oferecer maior número de seus programas gratuitamente, na Internet --que envolvem serviços como o MovieLink, controlado pelos grandes estúdios de Hollywood; a cadeia Wal-Mart Stores; e o Unbox, da Amazon.com-- também trabalham contra os serviços pagos.
Lideradas pela ABC.com, controlada pela Walt Disney, redes de TVB como a Fox, da News Corp., estão oferecendo programas de sucesso online gratuitamente.
A News Corp. e a NBC Universal, da General Electric, também lançaram uma joint-venture para distribuir um arquivo combinado de programas via Internet.
"O acesso gratuito vencerá", disse McQuivey, da Forrester.
<p><a href="" rel="bookmark" title="INFO Online">Vídeo na web só de graça, diz estudo</a>, Reuters - NOVA YORK - Sites de vídeo online, como o iTunes, atingirão um pico este ano, para cair depois.
[...]</p>