SÃO PAULO - Uma greve que já completa 40 dias deixará os eletrônicos cerca de 10% mais caros no dia das mães, prevê sindicato.
Os auditores da Receita Federal estão em greve na maior parte do país e prejudicam a entrada de produtos importados no Brasil.
Um dos setores mais afetados pela paralisação é a indústria de eletrônicos de Manaus, que faz uso intenso de componentes produzidos no exterior.
Segundo o sindicato patronal Sinaees, que representa a indústria de Manaus, nos últimos 40 dias a economia local sofreu perdas de R$ 1,2 bilhão.
O cálculo leva em conta os produtos que deixaram de ser produzidos, além de projeções sobre a não geração de empregos em função da carência de componentes eletrônicos. Muitas indústrias optaram por dar férias coletivas a seus trabalhadores.
Outras mantêm a produção em ritmo lento, fazendo uso de componentes estocados. Segundo o Sinaees, a baixa produção de eletrônicos afetará os preços de eletrônicos como celulares, DVD players e notebooks já para as compras do dia das mães.
O segundo domingo de maio é tradicionalmente a segunda data de maior faturamento para o varejo, atrás apenas do Natal. De acordo com o Sinaees, a expectativa é que os eletrônicos sofram alta de 10% a 12% no preço final, em função da baixa oferta.
O sindicato dos auditores da Receita Federal pede melhorias salariais e mudanças nos critérios de plano de carreira da Receita. Segundo o sindicato dos auditores, há 8 mil fiscais parados em todo o país. Outros 4 mil fiscais seguem trabalhando em funções essenciais, conforme exigência legal.
Os trabalhadores realizarão nova assembléia na quarta-feira (30) e podem decidir pela continuidade ou suspensão da paralisação.
<p><a href="" rel="bookmark" title="INFO Online">Greve deixa eletrônico mais caro, diz Sinaees</a>, Felipe Zmoginski, do Plantão INFO - SÃO PAULO - Uma greve que já completa 40 dias deixará os eletrônicos cerca de 10% mais caros no dia das mães, prevê sindicato.
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