SÃO PAULO - O trabalho dos consultores de SEO tende a ficar cada vez mais difícil por causa das redes sociais e da chamada busca universal, afirma Alexandre Kavinski, diretor da agência de comunicação Mídia Digital.
Kavinski foi um dos participantes da mesa SEO e SEM: o que funciona e o que não funciona na web, no seminário Marketing de Busca, realizado durante toda esta segunda no WTC, em São Paulo.
Segundo Kavinski, como os resultados das buscas atualmente consideram não apenas textos mas também imagens, vídeos e outros formatos, o uso de recursos de otimização de sites para os buscadores fica mais complicado, pois, muitas vezes, o usuário consegue a informação que deseja direto na página do buscador, sem ao menos precisar navegar nas páginas.
Já as redes sociais, de acordo com o especialista, causam outra dificuldade: para identificar palavras-chave eficientes e pegar uma carona na onda do orkut, gerando tráfego para o site de uma empresa, é preciso entrar em milhares de perfis e comunidades.
Boas práticas
Para conseguir aparecer no meio desse monte de informações publicadas na web, o jeito é usar a criatividade, afirmaram especialistas em SEO durante o seminário.
“Vale até usar palavras-chave com grafia errada”, comentou Martha Gabriel, diretora de tecnologia da New Media Developers. Um caso famoso foi o da construtora Tecnisa, que certa vez utilizou a palavra-chave “gravides” e conseguiu vender um apartamento para uma cliente grávida que havia digitado isso num buscador.
Outra boa prática é usar termos bem específicos para cada produto oferecido pela empresa, explica Marcelo Sant’Iago, diretor da Mídia Click. Dessa forma, a informação vai chegar ao usuário mais rapidamente e de forma mais barata. Palavras genéricas (como tênis, computador ou sofá, em vez das marcas desses produtos) são mais caras, pois geram mais cliques.
No entanto, ele esclarece que, se a empresa tiver como investir nessas palavras genéricas, é bom que faça isso também. “O consumidor tem momentos distintos de compra. Quando está começando a pesquisar, pode ser que ele digite apenas o tipo de produto”, esclarece.
E vale usar como palavra-chave o nome de uma empresa concorrente? Para os especialistas, isso não é necessariamente antiético. “Tudo depende de como será feito o anúncio no site”, afirma Marcelo. “Algumas vezes é inevitável usar alguns termos. Como uma empresa de fotocópias não vai trabalhar com a palavra xerox?”, pergunta.
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