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Seti@Home refina caça aos ETs

Quinta-feira, 13 de março de 2003 - 12h49

SÃO PAULO - Na próxima semana, uma equipe de astrônomos se dedicará totalmente ao exame de 150 fontes emissoras de radiação atrás de vida fora da Terra. Estas fontes foram as mais importantes descobertas no projeto de computação distribuída Seti@Home.

Nos últimos três anos, mais de quatro milhões de internautas mundo afora liberaram o tempo ocioso de seus computadores para o projeto - um salva-telas que ajuda a processar os sinais vindos do espaço e recebidos pelo radiotelescópio gigante (com seus 300 metros de diâmetro) Arecibo, localizado em Porto Rico. Todos estes usuários realizaram neste período o que um computador sozinho demoraria um milhão de horas para processar, diz o Guardian Unlimited.

Esta busca, digamos, mais refinada pelos extraterrestres não envolve nesta fase todo o Universo, mas apenas alguns sistemas estelares onde a probabilidade de existir vida parece maior - as citadas 150 fontes de radiação. "A chance destes sinais realmente virem de ETs é de uma em dez mil", disse um dos responsáveis pela pesquisa, Dan Werthimer, que é professor da Universidade da Califórnia.

Werthimer explicou ao Guardian que, desde o surgimento da tevê, na década de 50, existe uma "bolha" de sinais sendo emitidos para fora da Terra. Estes sinais podem ter chegado a uma distância de 50 anos-luz, levando para outras constelações episódios de nosso dia-a-dia, novelas e seriados - sinais claros para outras civilizações de que existe vida por aqui.

O diretor do projeto Seti@Home, David Anderson, no entanto, está controlando a ansiedade para não "levantar esperanças demais". "Se existe qualquer possibilidade de se encontrar sinais extraterrestres, ela provavelmente é muito inferior a 1%", declarou.

Renata Mesquita, do Plantão INFO

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