SÃO PAULO – Se todo o potencial eólico fosse convertido, seria possível gerar 272 terawatts/hora por ano de energia elétrica.
A pesquisa, realizada pelo físico Fernando Martins e publicada na Revista Brasileira de Ensino de Física, concluiu que o número representaria mais da metade do consumo brasileiro, que estava em torno de 424 Twh/ano, de acordo com dados referentes ao ano de 2006.
De acordo com a Agência Brasil, o país utiliza atualmente menos de 1% desta tecnologia. Na opinião do responsável pelo Laboratório de Instrumentação Meteorológica do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), o físico Celso Thomaz, o pouco aproveitamento do potencial eólico tem motivações econômicas e culturais.
Para ele, o preço do aerogerador ainda é muito alto. Dentro do sistema nacional não compensa trocar de tecnologia, pois é muito mais barato queimar combustível, ainda que isto esteja comprometendo a sobrevivência do planeta. O físico acredita que outro fator impeditivo é que o Brasil não tem uma cultura de buscar fontes alternativas de energia na mídia e na sociedade em relação ao aquecimento global.
O pesquisador da área de energia eólica do Centro de Pesquisa de Energia Elétrica (CEPEL), Antônio Leite de Sá, lembra como a energia eólica é utilizada na Europa e que muitos empresários poderiam usá-la para uma fonte alternativa de renda.
Segundo o pesquisador, a Alemanha tem 23% da energia que o país utiliza oriunda dos ventos. Sá conta que países da Europa utilizam o medidor bidirecional. Com ele, qualquer pessoa, que tenha condições financeiras, pode instalar um gerador ou vários geradores na sua fazenda, por exemplo, e a energia excedente pode ser vendida para a distribuidora e retornar para a sociedade como energia limpa.
Com informações da Agência Brasil