SÃO PAULO - Positivo diz que exigências brasileira encarecem laptop e afirma que PC por US$ 100 “não é realidade”.
A Positivo divulgou um comunicado justificando o preço de R$ 654 para fornecer 150 mil laptops ao ministério da Educação.
O governo não fechou a compra, alegando que o preço ofertado é elevado demais. Um dos fatores que pressiona a Positivo é o fato da empresa ter oferecido ao governo do Uruguai o mesmo computador por US$ 243, portanto mais em conta que o ofertado ao Brasil.
No texto, a Positivo explica que há muitas diferenças entre o edital de compra dos uruguaios e dos brasileiros. No Brasil, o ministério exige entrega e instalação dos laptops em 200 escolas espalhadas pelo país, treinamento de professores, garantia de três anos e suporte técnico. O edital diz ainda que as máquinas devem ser fabricadas no Brasil.
Já no Uruguai não há a exigência de que o produto seja nacional. Assim, a Positivo poderia produzir o ClassMate PC na China e obter corte de custos. O Uruguai pediu ainda garantia de apenas 90 dias e dispensava o vencedor da licitação de instalar as máquinas ou entregá-las em cada escola. No país platino, a entrega seria feita numa única central.
A Positivo diz ainda que, ao contrário do Brasil que oferece pagamento só após a instalação das máquinas, o Uruguai ofereceu pagamento no momento da entrega e ofereceu isenções fiscais que não existem no Brasil. De qualquer forma, a Positivo perdeu a licitação no Uruguai para a OLPC, desenvolvedora do XO.
A integradora brasileira afirma, no entanto, que apesar das dificuldades fará um esforço para baixar o preço de R$ 654 por unidade oferecido ao governo do Brasil. No texto, a empresa diz que laptop por US$ 100 não é uma possibilidade real e afirma que nem seus idealizadores – uma referência à OLPC – conseguiram chegar nesse patamar.
<p><a href="" rel="bookmark" title="INFO Online">Exigências encarecem ClassMate no Brasil</a>, Felipe Zmoginski, do Plantão INFO - SÃO PAULO - Positivo diz que exigências brasileira encarecem laptop e afirma que PC por US$ 100 “não é realidade”.
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